Congresso Aço Brasil debateu futuro da indústria do aço em meio ao avanço das importações

29/08/2025 | Assessoria de Imprensa Aço Brasil

São Paulo - A 35ª edição do Congresso Aço Brasil, o mais importante evento da cadeia do aço no Brasil, ocorreu nos dias 26 e 27 de agosto, no Hotel Unique, em São Paulo. Promovido pelo Instituto Aço Brasil, o evento reuniu lideranças empresariais, executivos e especialistas nacionais e internacionais para debater os rumos da indústria do aço em um cenário marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

A cerimônia de abertura, na terça-feira, prestou homenagem a Sergio Leite de Andrade, falecido em julho, que ocupava a presidência do Conselho Diretor do Aço Brasil e a vice-presidência de Assuntos Estratégicos da Usiminas.

A abertura também marcou a posse de André B. Gerdau Johannpeter como Presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil para o biênio 2025–2027. Com mais de 40 anos de experiência na Gerdau, ele reforçou, em seu discurso, a preocupação do setor diante do período “mais conturbado das últimas décadas” e destacou o aumento sem precedentes das importações de aço, que atingiram recorde, superior a seis milhões de toneladas anuais. “Estamos competindo com aço subsidiado pelo governo chinês. Essa concorrência injusta ameaça a sustentabilidade do setor do aço no Brasil. Precisamos defender a indústria nacional, que emprega diretamente mais de 117 mil pessoas”, afirmou.

A sessão também contou com a presença do deputado federal Arnaldo Jardim, que destacou a aprovação da Lei da Reciprocidade, permitindo ao Brasil adotar medidas rápidas em resposta a imposição de penalidades injustas aos produtos brasileiros. “O setor tem total apoio da Câmara dos Deputados para enfrentar essa concorrência predatória e seguir como elemento indispensável da nossa economia”, disse.

O ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Conselheiro Emérito da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro, ressaltou a resiliência da indústria brasileira do aço. “A indústria do aço é resultado do esforço de gerações. Esse patrimônio não pode ser ameaçado pelo atual surto de importações. É hora de proteger o que construímos e valorizar os ativos nacionais.”

Jorge Oliveira, Vice-Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e Presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos América Latina, e Marco Polo de Mello Lopes, Presidente-Executivo do Aço Brasil, também participaram da sessão de abertura.

“Estamos no limite, mas esperamos que, juntos, possamos superar essa crise e construir um futuro mais sólido para a indústria do aço no Brasil”, disse André B. Gerdau Johannpeter.

Conferência Magna foi conduzida por Marcos Troyjo, economista, cientista político e diplomata

A Conferência Magna, realizada logo após a sessão de abertura do evento, foi proferida por Marcos Troyjo, economista, cientista político e diplomata, que comparou o cenário global a um “corredor polonês” para países emergentes, citando a guerra comercial entre Estados Unidos e China, os conflitos na Europa e a instabilidade no Oriente Médio. “Saímos de um mundo intensivo em globalização para um mundo intensivo em geopolítica”, afirmou, destacando que o aço é “tão estratégico quanto energia e tecnologia”.
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