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Relatório de Sustentabilidade
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Apresentação
Cenário Econômico
Setor do Aço no Brasil
Processo de Produção do Aço
Ambiental
O Aço e a Economia Circular
Ambiental
Desempenho Ambiental
Área ocupada pelas usinas
Econômico
Desempenho Social
Informações Corporativas

Mensagem do Presidente

Esta é a 10ª edição do Relatório de Sustentabilidade da indústria brasileira do aço. Nele, apresentamos ações e indicadores do setor referentes aos anos de 2014 e 2015, associados aos pilares econômico, social e ambiental. Com a transparência que sempre norteou o relacionamento do Instituto Aço Brasil e empresas associadas com os seus stakeholders, demonstramos que o biênio 2014-2015 não foi positivo para o setor, resultado da grave crise política e econômica que vem assolando o Brasil nesses últimos anos.

Fatores como retração do PIB, elevada carga tributária, perda do grau de investimento e juros em patamares muito altos, além da crise política, ocasionaram a suspensão dos investimentos e a redução do consumo. Como consequência, a atividade industrial foi o segmento econômico mais afetado desde o início da crise. Construção civil e os setores de máquinas e equipamentos e automotivo, responsáveis por cerca de 80% do consumo do aço no Brasil, sofreram quedas significativas de vendas, impactando diretamente o setor produtor de aço no País.

A siderurgia enfrenta, ainda, agravante conjuntural no cenário internacional, onde há excedente de capacidade de produção de cerca de 700 milhões de toneladas de aço, a maior parte proveniente da China.

A conjunção do encolhimento do mercado doméstico com a acirrada guerra no mercado mundial freou a produção das usinas siderúrgicas brasileiras, provocando a paralisação ou o fechamento de unidades de produção e a extinção de postos de trabalho. Desde janeiro de 2014, foram demitidos 29.740 trabalhadores do setor e 2.296 contratos foram suspensos (lay off). Nesse mesmo período, foram desativadas ou paralisadas 74 unidades, sendo 4 altos-fornos, 8 aciarias, 15 laminadores, 5 unidades de mineração, 1 coqueria e 1 sinterização, entre outras.

Ressaltamos, entretanto, que a despeito de um quadro de tão grande dificuldade, as empresas brasileiras produtoras de aço seguem zelando pelo uso racional dos recursos naturais e insumos e pela adoção de tecnologias e práticas operacionais que minimizem os impactos sobre o meio ambiente.

Da mesma forma, as empresas tem procurado manter projetos de responsabilidade social nas áreas de cultura, capacitação profissional, saúde e geração de renda, entre outras.

No meio deste cenário de grave crise no Brasil, temos procurado identificar oportunidades. Primeiramente, garantir a sobrevivência de um setor tão importante para a economia de qualquer país para, em seguida, voltar a crescer, acreditando na criatividade e no empreendedorismo de nossos colaboradores.

Confiamos que a reversão da crise se dará por meio do planejamento, do trabalho árduo e da ética. Cabe a todos nós, brasileiros, construir um futuro à altura da dimensão e do grande potencial de nosso País. É nisso que acreditamos. É nisso que investimos para virar o jogo.


Benjamin M. Baptista Filho
Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil

Sobre o Relatório

A partir desta edição, o Relatório assume nova periodicidade: passa a ser bienal. Este ano, há mudanças também no formato, com versão exclusivamente digital.

Os dados e informações setoriais foram coletados pela equipe do Instituto Aço Brasil, contando com a colaboração de técnicos e especialistas de diversas áreas das empresas associadas. O documento oferece um panorama da gestão, indicando os resultados financeiros e econômicos, de governança corporativa e de desempenho socioambiental.

O período-base para análise e apuração das informações foram os anos de 2014 e 2015. Salvo em casos específicos, as informações neste relatório consideram todas as unidades industriais produtoras de aço das empresas associadas: Aperam, ArcelorMittal Brasil, CSN, Gerdau, Sinobras, ThyssenKrupp CSA, Usiminas, Vallourec, Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil, Villares Metals e Votorantim Siderurgia.

Mais do que levar ao público informações e análise sobre um dos setores de maior relevância do país, o Instituto Aço Brasil espera auxiliar na ampliação do diálogo com diferentes interlocutores: clientes, consumidores, fornecedores, governo, meios de comunicação e a sociedade em geral. O objetivo também é colaborar no desenvolvimento de um plano de ação para futuros projetos e ações que garantam a perenidade dos negócios.

Instituto Aço Brasil

Criado há 53 anos, o Instituto Aço Brasil é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo promover a competitividade e a sustentabilidade da indústria brasileira do aço.

Mantido por 11 grupos empresariais, o Aço Brasil sempre esteve comprometido com o desenvolvimento sustentável do País, o que se revela em ações baseadas nos pilares econômico, social e ambiental. Entre as principais funções do Instituto Aço Brasil está a realização de estudos e pesquisas relacionadas a produção, equipamentos e tecnologia, matérias-primas e energia, meio ambiente, tendências de mercado, novas aplicações do aço e relações de trabalho.

Cabe à entidade também coletar e consolidar dados, analisar e divulgar estatísticas relativas ao setor, coordenar a normalização de produtos siderúrgicos, desenvolver programas e políticas de apoio à indústria do aço, além de atuar como representante na relação com órgãos e entidades públicas e privadas no país e no exterior, promover e apoiar eventos ligados à cadeia produtiva e realizar atividades de relações-públicas.

Três núcleos fundamentais para o desempenho do setor fazem parte do Instituto Aço Brasil:

CB28 Siderurgia

O Comitê Brasileiro de Siderurgia – ABNT/CB-28 foi constituído em 1996, no âmbito da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, com apoio técnico e financeiro do Instituto Aço Brasil. O CB-28 é responsável pela elaboração das normas técnicas brasileiras de aço e de produtos siderúrgicos, sendo a participação aberta a todos os interessados. Saiba mais em: www.cb28-acobrasil.org.br

CBCA

O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) trabalha, há mais de 13 anos, em conjunto com associadas, academia e entidades da cadeia produtiva com intuito de promover e ampliar a participação do aço no mercado nacional da construção. Além disso, o CBCA empreende estudos e pesquisas em áreas de interesse do setor. Os sistemas industrializados intensivos em aço, como estruturas e coberturas, podem responder aos desafios da construção e permitem ganho na produtividade e a redução significativa dos impactos ambientais e urbanos. O Instituto Aço Brasil é o gestor do Centro Brasileiro da Construção em Aço. Saiba mais em www.cbca-acobrasil.org.br

CCA Brasil

O Centro de Coprodutos Aço Brasil (CCABrasil) foi criado em 2010 no Aço Brasil, com o apoio das associadas do Aço Brasil e de colaboradores externos. Com o objetivo de melhorar continuamente as taxas de reaproveitamento dos coprodutos da indústria do aço, o CCA Brasil promove o desenvolvimento de novas alternativas de aplicação e otimiza as existentes para atender, com qualidade técnica e de forma sustentável, aos segmentos consumidores desses materiais. O CCABrasil divulga as vantagens técnicas e ambientais do uso dos coprodutos em substituição a outros materiais. Saiba mais em: www.ccabrasil.org.br  

2.0 Cenário Econômico

A economia brasileira no biênio 2014-2015 foi marcada pela deterioração dos fundamentos macroeconômicos. No ano de 2015 todos os indicadores socioeconômicos registraram nítida piora, como aumento da taxa de desemprego, queda do poder de compra da população, aumento dos índices de pobreza e queda da confiança dos agentes econômicos para patamares mínimos históricos.

Após a estagnação da economia em 2014, o PIB recuou 3,8% em 2015 (Contas Nacionais/IBGE). A queda da atividade econômica foi ancorada na retração do consumo e dos investimentos. O consumo das famílias (IBGE), que tinha crescido apenas 1,3% em 2014, recuou 4,0% em 2015. Já a queda dos investimentos (IBGE) foi ainda mais intensa: -24,1% no acumulado do biênio 2014-2015.

A indústria de transformação registrou os impactos negativos mais intensos dentre os setores produtivos, o que reduziu sua participação no PIB para 11,4% em 2015 (IBGE) – o menor patamar desde 1947 (início da série histórica).

As empresas brasileiras produtoras de aço passaram por imensas dificuldades nesse período. A combinação de fatores conjunturais e estruturais reduziu sobremaneira a produção do setor, tornando inevitável a demissão de cerca de 18 mil trabalhadores no biênio 2014-2015.

Houve retração de vendas em diversos segmentos consumo-intensivos de aço. Dada a capilaridade da indústria do aço com esses setores, as vendas internas despencaram 16,3% em 2015, após o recuo de 11,0% verificado em 2014 em comparação ao ano anterior. Em relação ao consumo aparente, a queda de 8,6% em 2014 quase dobrou em 2015 (-16,8%).

A produção de aço bruto no Brasil foi de 33,3 milhões de toneladas em 2015, o que representa recuo de 1,9% frente ao ano anterior, quando foram produzidas 33,9 milhões de toneladas. Em 2014, a queda foi de 0,8% na comparação com 2013, quando houve produção de 34,2 milhões de toneladas. A produção de laminados foi de 22,6 milhões de toneladas em 2015, 9,1% menos do que em 2014.  Nesse ano, a queda foi de 5,1% frente a 2013.

As usinas brasileiras operaram, em média, com 68% da capacidade instalada de produção em 2015. Cabe ressaltar que, por questões de rentabilidade mínima de funcionamento das usinas, essas devem operar sempre acima de 80% da capacidade instalada. Cenário que ficou longe do ocorrido no biênio 2014-2015.

A exportação seria um caminho para minimamente compensar o fraco desempenho do mercado interno, mas o setor do aço convive com excedentes de capacidade no mundo de cerca de 700 milhões de toneladas e práticas desleais de comércio. Impulsionado pela forte desvalorização do real, o resultado das exportações em volume de 2015 foi significativamente superior ao obtido em 2014, com aumento de 40,3%. No entanto, devido à queda dos preços internacionais do aço, o faturamento em dólares das exportações foi 3,3% menor, o que significa que o aumento em volume das exportações não trouxe ganhos ao setor.

A indústria brasileira do aço foi responsável, nos anos de 2014 e 2015, por 2,1% da produção mundial de aço, subindo do 9º para o 8º lugar no ranking liderado pela China. Já na América Latina, a supremacia é brasileira, correspondendo a 52,3% do total do continente no ano passado. Em 2015, os 11 grupos empresariais associados ao Instituto Aço Brasil operaram 29 usinas e faturaram R$ 68,7 bilhões, 5,7% a menos do que em 2014.

Produção Mundial de Aço Bruto (1.000t)

Posição

PAÍSES
Relativa20142015(%)
CHINA822.750803.825(2,3)
JAPÃO110.666105.150(5,0)
ÍNDIA87.29289.582(2.6)
ESTADOS UNIDOS88.17478.845(10,6)
RÚSSIA71.46170.879(0,8)
CORÉIA DO SUL71.54369.670(2,6)
REP. FED. ALEMANHA42.94342.676(0,6)
BRASIL33.89733.256(1,9)
TURQUIA34.03531.517(7,4)
10ºUCRÂNIA27.17022.968(15,5)

Fonte: Aço Brasil

Em 2014 e 2015, as associadas ao Aço Brasil empregavam, respectivamente, 122.139 e 111.509 colaboradores diretos (próprios e de terceiros). Quando considerados os impactos indiretos e induzidos, o setor contribuiu para a geração de cerca de 2,6 milhões de empregos*, números que reforçam sua importância socioeconômica.

*Cálculo de empregos indiretos e induzidos baseado no estudo da FGV “A importância estratégica do aço na economia brasileira”, de 2011, segundo o qual cada emprego na indústria do aço gera outros 23,57 empregos nos demais setores da economia.

3.1 Produtos e Mercados

A deterioração do cenário político-econômico nacional foi fator determinante para o baixo desempenho da indústria do aço nos últimos dois anos. O setor foi afetado negativamente em função da queda no desempenho dos setores consumidores de aço. As atividades de construção civil, máquinas, equipamentos (bens de capital) e a de automotivos – responsáveis por aproximadamente 80% do consumo de aço no Brasil – registraram quedas expressivas em seus resultados, em um preocupante efeito dominó à montante da cadeia.

O setor automotivo, responsável por 19,8% do consumo nacional de aço, registrou queda em sua produção de 39% no acumulado de 2014 e 2015. Já o setor de bens de capital, que representa 20,7% do consumo interno de aço, teve recuo de 27%. Atividade-chave para o setor já que soma 39,1% da compra de aço do país, a construção civil também acumula perdas: registrou queda de 19% no acumulado dos dois anos.

Devido a forte retração do mercado doméstico, até mesmo a importação de aço teve queda, o que ressalta a baixa atividade do conjunto de setores da economia nacional. As vendas de produtos siderúrgicos ao mercado brasileiro, em 2015, foram 16,3% menores do que em 2014 (de 21,7 para 18,2 milhões de toneladas).

3.2 Comércio Exterior

Apesar do excedente da capacidade no mercado internacional, a indústria brasileira conseguiu aumentar o volume de exportações em 2015, na comparação com o ano anterior. Foram 13,7 milhões de toneladas comercializadas, um aumento de 40,3% em relação ao volume exportado em 2014 (9,8 milhões). Nesse ano, o setor já registrara aumento de 20,9% em relação ao volume exportado em 2013 (8,1 milhões). Esse resultado se deve à desvalorização do real frente ao dólar, sobretudo, às operações inter companies para fornecimento de semiacabados a plantas na Europa e nos EUA e a ações emergenciais do setor para evitar redução ainda maior do grau de utilização da capacidade instalada, causado pelo fraco desempenho do mercado doméstico.

Mesmo exportando mais toneladas, o volume representa um patamar bem próximo ao de 10 anos atrás – em 2005, foram 13 milhões de toneladas comercializadas para fora do país.

A indústria do aço no Brasil ainda registrou um recuo de 3,3% na receita em dólar com vendas ao exterior em 2015 em relação ao ano anterior, para US$ 6,6 bilhões. Isso indica que a estratégia de recorrer ao mercado externo para reduzir estoques e evitar a paralisação de equipamentos não trouxe ganhos significativos ao setor.

Além disso, embora análise menos atenta possa levar à conclusão de que a desvalorização do real tenha equacionado as exportações das empresas, o fato é que as moedas de alguns dos principais países concorrentes também de depreciaram, anulando a vantagem comparativa que o aço

Enquanto as importações totais de aço para o Brasil cresceram 245,2% entre 2000 e 2015, aquelas oriundas da China cresceram 13.418% – em 2000, este país respondia por 1,4% do volume de importações e, em 2015, passou a 50,2%.

3.3 Desempenho das Empresas do Setor

A indústria do aço investiu prioritariamente na atualização tecnológica do seu parque produtor, dispendendo, de 2005 a 2015, US$ 31,4 bilhões. O setor, assim, está preparado para atender ao mercado interno e competir no cenário internacional, desde que haja correção das assimetrias competitivas sistêmicas do país.

Porém, devido aos sinais de demanda enfraquecida e ao nível ainda expressivo de capacidade ociosa, diversos investimentos em 2015 tiveram que ser adiados. Ainda assim, os investimentos totais da indústria do aço no ano chegaram a US$ 2,4 bilhões em 2014 e a US$ 1,3 bilhão em 2015.

Geração e distribuição de valor

Em 2015, o valor adicionado gerado pela indústria do aço registrou uma queda substancial, de 37%, chegando a R$ 18,1 bilhões. O resultado foi causado principalmente pelo declínio nas vendas no mercado interno. No ano anterior, o setor havia sentido uma ligeira queda, de 3,69% (de R$ 30 bilhões em 2013 para R$ 28,9 bilhões em 2014).

Distribuição do Valor Adicionado

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (R$ BILHÕES)

2013201420152015/2014
A) Receita bruta88.56884.20376.986-9%
B) Insumos adquiridos de terceiros56.83457.40558.3572%
C) Valor adicionado bruto (A - B)28.73426.79718.629-30%
D) Retenções4.1403.8924.38013%
E) Valor adicionado líquido produzido pela empresa24.59322.90514.249-38%
F) Transferências5.3865.9883.879-35%
- Resultado da equivalência patrimonial4.2114.39881-98%
- Receitas financeiras1.1751.5903.798139%
G) Valor adicionado a distribuir (E + F)29.97928.89218.128-37%

Distribuição do Valor Adicionado

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (R$ BILHÕES)

2013201420152015/2014
A) Receita bruta88.56884.20376.986-9%
B) Insumos adquiridos de terceiros56.83457.40558.3572%
C) Valor adicionado bruto (A - B)28.73426.79718.629-30%
D) Retenções4.1403.8924.38013%
E) Valor adicionado líquido produzido pela empresa24.59322.90514.249-38%
F) Transferências5.3865.9883.879-35%
- Resultado da equivalência patrimonial4.2114.39881-98%
- Receitas financeiras1.1751.5903.798139%
G) Valor adicionado a distribuir (E + F)29.97928.89218.128-37%

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

2013201420152015/2014
Colaboradores (pessoal e encargos)6.9516.9146.8830%
Governo (impostos, taxas e contribuições)9.3266.6393.880-42%
Financeiros10.20310.97319.85381%
Acionistas3.4984.367-12.489-386%

Fonte: Aço Brasil

4.0 Processo de Produção do Aço

Há, basicamente, duas rotas tecnológicas para produção de aço, com algumas possíveis variações e combinações: produção de aço usando majoritariamente minério de ferro e uma pequena proporção de sucata metálica (usinas integradas) e produção de aço que utiliza basicamente a sucata (usinas semi-integradas).

As usinas integradas podem utilizar dois tipos de agentes redutores: carvão mineral (usinas integradas a coque) e carvão vegetal (usinas integradas a carvão vegetal). Estas operam as três fases básicas de produção: redução, refino e laminação.

As usinas semi-integradas operam apenas as fases de refino (via forno elétrico a arco –EAF) e laminação.

Etapas de produção:

1. Preparação da carga

A parte do minério de ferro que se encontra sob a forma de pó passa por um processo de aglomeração, dando origem ao sinter e/ou pelotas que se juntam ao minério de ferro de maior granulometria na carga do alto-forno.

Para retirar compostos voláteis indesejáveis, o carvão (mineral ou vegetal) é aquecido em fornos (coquerias) e convertido em coque.

2. Redução do minério de ferro

Remoção, em altos-fornos, do oxigênio contido nos óxidos do minério. O produto resultante é uma liga de ferro e carbono denominada ferro-gusa, que ainda contém impurezas como fósforo, enxofre e sílica.

3. Refino

Redução do teor de carbono e das impurezas do ferro-gusa até os valores desejados para os diferentes tipos de aço. A transformação do ferro-gusa em aço pode ser realizada em conversores a oxigênio (BOF – Basic Oxygen Furnace), sendo o mais utilizado o da tecnologia LD (Linz-Donawitz) e o arco elétrico (Fornos Elétricos à Arco – FEA).

4. Lingotamento

O aço produzido nas aciarias vaza em lingoteiras, solidificando-se na forma de lingotes ou em máquinas de lingotamento contínuo, onde é cortado já na forma de produtos semiacabados (placas, blocos ou tarugos).

5. Laminação

Por meio da laminação, forjamento e outros processos mecânicos, são produzidos bobinas, barras, chapas, vergalhões, fio-máquinas, perfis e folhas metálicas, entre outros.

5.0 O Aço e a Economia Circular

Diferentemente do modelo econômico linear (extração, produção, consumo e eliminação), a economia circular tem como princípio a redução, a reutilização, a remanufatura e a reciclagem de materiais e produtos, trazendo como benefícios a conservação de matérias-primas, eficiência na gestão de resíduos, reduções de emissão, além de inovações e empregos.

O aço é um material que sempre esteve intrinsicamente associado ao conceito de economia circular. Trata-se do material mais reciclável e reciclado do mundo. Automóveis, geladeiras, vergalhões e todos os demais produtos feitos com aço, são, ao fim de sua vida útil, coletados e retornam às aciarias, produzindo aço com a mesma excelência de qualidade.

Hoje, no Brasil, cerca de 30% de todo o aço produzido é proveniente de reciclagem. Qualquer que seja a origem da sucata, o ciclo de reciclagem do aço produz aços novos que podem ser utilizados em qualquer das suas finalidades: automóveis, construção, embalagens etc. A economia lucra com a ausência de desperdício e o planeta também. O que era só fim passa a ser um recomeço.

A indústria do aço tem o compromisso de reduzir os impactos de suas atividades sobre o meio ambiente, por meio da otimização do aproveitamento das matérias-primas, da utilização racional de água, da busca pela eficiência energética. Além disso, o setor vem implementando medidas para a redução das emissões atmosféricas, da geração de resíduos e de efluentes.

Apesar do cenário de crise econômica, as empresas associadas mantiveram seus investimentos em ações de proteção ambiental, que alcançaram cerca de R$ 2,5 bilhões no biênio de 2014-2015. Os recursos foram direcionados à melhoria dos processos de operação e à gestão das unidades produtivas, com foco em prevenção de impactos sobre o meio ambiente.  Deste valor, 60% são investimentos relacionados à melhorias do controle ambiental e eficiência energética do processo produtivo. Outros 40% dizem respeito à gestão ambiental, projetos voltados à prevenção de impactos, programas e investimentos ambientais externos.

6.1 Certificações

Em 2015, as empresas responsáveis pela produção de 86% do aço bruto já dispunham da certificação ISO 14001, o que demonstra o comprometimento do setor com a prevenção da poluição e melhorias contínuas.

No caso da ISO 9001, as empresas responsáveis pela produção de 86% do aço bruto, em 2014, e 87%, em 2015, já dispunham da certificação, atestando de reconhecimento nacional e internacional os sistemas de gestão da qualidade das empresas.

Já a OHSAS 18001, foi adotada pelas empresas responsáveis pela produção de 48% do aço bruto em 2015. Em 2014, o percentual era de 38%, e o ritmo de procura pela certificação continua a crescer.

Em 2014 e 2015, a maior parte do aço produzido via carvão vegetal possuía a certificação de suas florestas plantadas pelo FSC (52% e 47%, respectivamente) e 13% e 21% pela CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal, que tem como órgão executivo o Inmetro).

6.2 Protocolo de Sustentabilidade do Carvão Vegetal

Lançado em 2012, o Protocolo de Sustentabilidade do Carvão Vegetal foi iniciativa do Instituto Aço Brasil e das empresas associadas no sentido de incentivar a produção sustentável de carvão vegetal.

São oito os compromissos assumidos, entre os quais o de apresentar anualmente as atividades realizadas. No quadro a seguir, estão as ações realizadas ao longo do biênio 2014-2015.

Protocolo de Sustentabilidade do Carvão Vegetal

Compromisso do Protocolo

Ações Realizadas em 2014 - 2015
1. Atuar dentro dos preceitos do desenvolvimento sustentável e em perfeita consonância com a legislação, considerando de forma integrada e harmônica os aspectos ambientais, sociais e econômicos.Comprometimento permanente das empresas do setor em operar em total conformidade legal e em observância aos princípios da sustentabilidade na produção do aço, bem como demandar de seus fornecedores a produção sustentável de matérias-primas e insumos.
2. Atuar com a cadeia produtiva com o objetivo de eliminar práticas e atividades que violem os direitos trabalhistas ou causem danos ao meio ambiente.
3. Manter relacionamento comercial somente com empresas que cumpram todas as exigências socioambientais legais.Publicada, em setembro de 2015 norma técnica ABNT que estabelece orientações para a Produção Sustentável de Ferro-Gusa a Carvão Vegetal, abordando aspectos ambientais, sociais e trabalhistas. Participaram da elaboração da norma instituições do governo, universidades, ONGs, produtores de gusa e do aço.
4. Exigir a comprovação documental requerida pela legislação aos fornecedores de carvão vegetal e dos produtos dele derivados.
5. Estabelecer parceria com o Poder Público para o desenvolvimento de programa de conscientização social e ambiental em relação aos fornecedores de carvão vegetal.A indústria do aço deu importante passo para o desenvolvimento de um programa de conscientização social e ambiental junto aos fornecedores de carvão vegetal com a edição da Cartilha de Boas Práticas na Produção de Carvão Vegetal. A Cartilha aborda quatro temas essenciais: saúde e segurança, floresta legal, meio ambiente e condições trabalhistas.
6. Concluir, em até 4 anos, o pleno atendimento de estoques florestais às respectivas demandas de produção por meio de plantio próprio ou plantio de terceiros, desde que em consonância com os requisitos legaisEm 2014 e 2015, 93% e 96% do carvão utilizado para produção de aço das associadas do Instituto Aço Brasil foi suprido por meio de madeira oriunda de florestas plantadas próprias ou de terceiros, em consonância com os requisitos legais.
7. Atuar em parceria com o Governo, dando continuidade ao desenvolvimento e implementação de tecnologia para captação e queima dos gases do processo de produção de carvão vegetal, visando a redução das emissões dos gases de efeito estufaContratada consultoria para levantar o estado da arte das tecnologias para captação e queima dos gases no processo de produção de carvão vegetal.
8. Apresentar periodicamente o desenvolvimento das ações acima referidas no Relatório de Sustentabilidade da indústria do aço.Relato das atividades realizadas em 2014 e 2015 apresentadas nesta publicação.

Origem da Madeira para Produção de Carvão Vegetal:

Em 2014 e 2015, respectivamente, 11% e 10% do aço brasileiro foi produzido a partir de carvão vegetal. Da madeira utilizada para a produção de carvão vegetal, em 2014, 85% foram oriundos de florestas próprias, 8% de florestas plantadas por terceiros e 7% de resíduos florestais legalizados. Em 2015, 86% eram oriundas de florestas plantadas próprias, 10% de terceiros e 4% de resíduos florestais devidamente legalizados.

Ainda em 2014/2015, foram cultivadas 842,4 mil hectares de áreas de reflorestamento para a produção  de carvão vegetal. As áreas de proteção e restauração ambiental mantidas por empresas em razão de quesitos legais representaram 33%. Já as áreas de proteção e restauração cultivadas voluntariamente, ou seja, que ultrapassam as exigências previstas em lei, somaram 11%. As florestas de  uso econômico representaram 56%.

6.3 Matérias-primas e energia

O consumo de matérias-primas, em geral, manteve-se em níveis estáveis, com variações de pequena escala a mais ou a menos, como demonstram as tabelas.

A adequação do conceito de  economia circular no setor vem possibilitando o reuso inteligente e eficaz da matéria-prima, insumos e resíduos.

Matriz Energética:

A matriz energética da indústria do aço sofreu pequena alteração nos últimos anos. Em 2014, a participação do carvão mineral/coque, principal insumo energético do setor, decresceu 1% na matriz energética, reflexo do aumento do consumo dos derivados de petróleo. Em 2015, houve variação apenas no consumo de energia elétrica em 1%.

A indústria do aço investe em geração própria de energia, seja via reaproveitamento dos gases gerados no processo de produção em centrais termelétricas ou por meio de usinas hidrelétricas próprias. Em 2014, 54% do consumo de energia elétrica das usinas foram supridos por meio da autogeração (sendo 44% em termelétrica e 10% em hidrelétrica). Em 2015, houve queda do total gerado e aumento da energia comprada: o reaproveitamento dos gases em termelétricas representou 42% do consumo e as usinas hidrelétricas próprias 8%, totalizando 50% do consumo de energia elétrica nas usinas, via geração própria.

6.4 Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

A implementação de medidas de mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é, atualmente, um dos maiores desafios do setor industrial. Desta maneira, as empresas associadas do Aço Brasil estão trabalhando para conhecer e reduzir a pegada de carbono associada à produção e ao uso do aço. Entre as medidas implantadas, destacam-se a realização de inventários de emissão de GEE, o desenvolvimento de estudos para otimizar a eficiência energética dos processos de produção e a reciclagem do aço e dos coprodutos.

Existem algumas metodologias para o cálculo das emissões de GEE das empresas, entre as quais: (1) metodologia “Worldsteel CO2 Data Collection”, utilizada pelas usinas siderúrgicas para mensuração e comparação intersetorial e (2) metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), mais genérica e usualmente empregada pelos governos dos países na mensuração de suas emissões. Na compilação de dados para fins do inventário das emissões de GEE do setor, o Aço Brasil passou a utilizar essas duas metodologias, sendo que a metodologia do IPCC é utilizada para envio dos dados da indústria do aço ao governo federal, para compor o inventário nacional de emissões. Cabe ressaltar que cada uma dessas metodologias considera insumos, teores de carbono e fatores de emissão distintos, produzindo, consequentemente, diferenças nos resultados finais das emissões.

As tabelas abaixo apresentam as emissões absolutas e específicas de GEE em 2014 e 2015, de acordo com as duas metodologias.

6.5 Água

A maior parte da água utilizada nas usinas é empregada em sistemas de resfriamento, sendo, em sua maioria, recirculada em circuitos fechados.

Preocupadas com o risco de escassez de recursos hídricos, no período de 2014-2015 as associadas realizaram ações para aumentar a eficiência no uso da água, como a adoção de programas de treinamento/sensibilização de colaboradores, o uso de água de chuva, a adequação dos sistemas de tratamento de efluentes para reutilização posterior desse efluente e a viabilização de novas alternativas de reuso de água.

6.6 Coprodutos e Resíduos

Os coprodutos são materiais que, juntamente com o aço, resultam do processo siderúrgico, e para os quais foram desenvolvidas tecnologias que permitem sua utilização, de forma ambientalmente adequada, como matéria-prima ou fonte de energia na própria atividade geradora ou por terceiros. Os principais coprodutos e resíduos gerados são escória de alto-forno e aciaria, pós e lamas oriundos de sistemas de controle atmosférico.

Materiais que seriam descartados em aterros se tornam matéria-prima para pavimentação de estradas, corretivo de solo, fabricação de cimento, materiais cerâmicos etc. Os benefícios do reaproveitamento destes recursos em uma economia circular incluem: a preservação e recursos naturais não renováveis e a redução de emissões de CO2 referente ao processo de produção e aço via minério de ferro. Na dinâmica da economia circular, na indústria do aço tudo se transforma.

Sendo assim, o total de coprodutos e resíduos diretos* foi de 20,2 milhões de toneladas em 2014 e 19,8 milhões de toneladas em 2015, reaproveitados especialmente na produção de cimento, para uso agronômico e no nivelamento de terrenos e aterros.

* A partir de 2014, foi adotada uma nova metodologia de coleta para os dados de coprodutos e resíduos. Estamos considerando apenas os resíduos de processo (diretos), isto é, aqueles relacionados diretamente ao processo produtivo siderúrgico (pós, lamas, escórias, carepas, refratários, fluff etc.) e excluindo os resíduos não relacionados ao processo (indiretos), como resíduos de refeitórios, administrativos, construção civil etc.

Nota: Outras escórias inclui escórias de dessulfuração, lingotamento contínuo e refino secundário.

Iniciativas para redução e/ou agregação de valor aos coprodutos e resíduos.

Levantamento junto às associadas indicou que uma ou mais dessas alternativas são usadas para a redução e /ou agregação de valor de coprodutos e resíduos.

Com base no conceito da economia circular, o Aço Brasil criou o Centro de Coproduto Aço Brasil- CCABrasil como objetivo desenvolver pesquisas para identificar alternativas de aplicação para seus coprodutos e otimizar as já existentes. Nesse sentido, o CCABrasil elaborou norma técnica de especificação de –agregado siderúrgico (escória de aciaria beneficiada) em obras de infraestrutura rodoviária no âmbito da ABNT e iniciativa similar vem sendo desenvolvida junto ao DNIT. Também tem trabalhado com o DNIT na realização de testes para aplicação do agregado siderúrgico como base e sub-base em trechos experimentais.

7.0 Área ocupada pelas usinas

A área física total ocupada pelas usinas do setor passou de 27,7 mil hectares em 2014 para 28,2 mil hectares em 2015. Deste total, em ambos os anos, 42% são ocupado por áreas verdes, isto é, áreas destinadas à proteção e à restauração ambiental, mantidas devido obrigações legais e proteção voluntária.

8.0 Desempenho Social

Efetivo próprio

As empresas produtoras de aço estiveram entre as mais fortemente afetadas pela crise econômica e vêm desenvolvendo intensos esforços para superação das dificuldades. Em 2014, as associadas tiveram pequena redução de seu efetivo próprio em relação a 2013, chegando a um total de 71.473 funcionários. Em 2015, porém, foi inevitável a redução do quadro, que chegou a 68.583 pessoas (queda de 4,04%), devido à crise econômica.

Terceirizados

A força de trabalho terceirizada representou, em 2014, 41,5% do efetivo total e, em 2015, 38,5% do total. A maioria dos trabalhadores (55% e 50%, respectivamente) atuou em atividades de produção e manutenção. Os demais ocuparam as áreas de apoio à produção (31% e 33%) e de expansão (14% e 17%).

Gênero

Em 2014 e 2015, o percentual de mulheres entre os colaboradores do efetivo próprio se manteve invariável, em 8%, sendo que a maioria delas estava empregada em cargos administrativos. As empresas associadas oferecem oportunidades igualitárias a seus profissionais, independentemente de gênero. Embora, historicamente, a participação masculina seja mais ampla na indústria do aço,

Cor e raça

Dados levantados para este Relatório indicam que, em 2014 e 2015, os colaboradores brancos integravam leve maioria entre o efetivo próprio (55,9% e 54,2%, respectivamente). Em seguida, estavam os colaboradores negros e pardos, com participação de 41,7% e 42,5%, respectivamente.

Faixa etária e escolaridade

Em 2014 e 2015, a maior parte do efetivo próprio estava na faixa dos 31 aos 40 anos. Em segundo lugar, os trabalhadores entre 21 e 30 anos. Interessante ressaltar também a presença de jovens ingressando nas associadas, muitos em programas de Primeiro Emprego. Tal prática ajuda não só a oxigenar as corporações, como também se constitui em ação de formação profissional.

Quanto à escolaridade, em 2014 e 2015, a maior parte do efetivo próprio era formada por colaboradores com Ensino Médio (74,1% e 73,0%, respectivamente). Com uma política educacional e de capacitação focada no desenvolvimento dos profissionais e de incentivo à graduação, cresceu o percentual de colaboradores com Ensino Superior (de 15,9% em 2014 para 16,4% em 2015) e o percentual de empregados sem ensino fundamental completo caiu para 0,0%.

Pessoas com deficiência

As empresas associadas ao Instituto Aço Brasil também atuam no sentido de oferecer oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência. Apesar dos esforços realizados, as empresas associadas ainda enfrentam dificuldades para o cumprimento das cotas, quer por restrições impostas pelo cuidado com a segurança do trabalho nas atividades da siderurgia, quer pela falta de adequação ou interesse das pessoas com deficiência nas regiões próximas às operações.

Tempo médio de trabalho na empresa

Em 2014 e 2015, a maior parcela de colaboradores próprios da indústria do aço (30,0%) tinha entre 2 e 5 anos de empresa. Na faixa de 6 a 10 anos, estavam 20,2% e 21,0%.

O tempo médio de trabalho nas empresas do setor, nos dois anos reportados, foi de 9,55 e 9,59 anos, acima da média registrada no país, que está em torno de 5 anos segundo a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75.

Efetivo próprio por horário de trabalho

Em 2014 e 2015, mantiveram-se praticamente estáveis os percentuais de trabalhadores do efetivo próprio atuando em jornada administrativa (51% e 50% do total, respectivamente) ou por turno (49% e 50%, respectivamente).

Demissões e admissões

Em 2015, as demissões no país superaram as contratações em 1,54 milhão de vagas formais, no que foi o pior resultado para um ano fechado em 24 anos. Mesmo durante esse período de crise econômica que vem assolando o País, as associadas do Instituto Aço Brasil não mediram esforços para tentar manter os empregos: reduziram jornada de trabalho e fizeram lay off como alternativas às demissões. Ainda assim, com o agravamento da situação, em 2014 e 2015 o número de demissões superou o de admissões também no setor do aço. Em 2014, as associadas demitiram 7.796 empregados e admitiram 5.969. Em 2015, o número de profissionais demitidos cresceu: 10.363 contra 6.616 admitidos.

Taxa de rotatividade

Em 2014, a taxa de rotatividade das empresas do setor caiu ligeiramente, atingindo o patamar de 9,6%, voltando a subir em 2015, para 12,1%.

Saúde e segurança

As associadas desenvolvem de forma contínua programas visando o comportamento seguro e saudável de seus colaboradores. Em 2014 e 2015, 100% das empresas mantinham comitês formais de saúde e segurança, que auxiliaram no monitoramento e aconselhamento de programas de segurança ocupacional. Todas implementaram e acompanham ações voltadas para prevenção de acidente e doenças, treinamentos de prevenção de acidentes e monitoramento de situações de risco. Todas possuíam ainda programas, iniciativas ou campanhas para educação e controle de risco de doenças graves. Isso pode incluir vacinação, ginástica laboral, acompanhamento de grupos de riscos, campanhas de conscientização e apresentação de métodos de prevenção e formas de tratamento. Essas iniciativas das empresas relacionadas à saúde são estendidas aos familiares e às comunidades de entorno. As ações contínuas no controle e prevenção de acidentes se refletem nos indicadores, que caíram em 2014 e 2015 na comparação com 2013. Em 2015, aconteceram 1.403 acidentes envolvendo o efetivo próprio e de terceiros, 7,4% a menos que em 2014 (1.515). Na comparação 2014-2013, também houve queda, de 11,3%.

Treinamento e desenvolvimento

Horas de treinamento anual

Em 2015, cresceu o número de horas de treinamentos voltados aos trabalhadores da indústria do aço, num total de 3,3 milhões de horas, contra 2,8 milhões de horas em 2014 e 3,1 milhões de horas em 2013. Cabe ressaltar que o crescimento se deve ao fato de que muitas empresas entraram em regime de lay off e, por lei, durante a suspensão temporária do contrato de trabalho, o empregador é obrigado a fornecer aos funcionários afastados treinamentos de requalificação.

No biênio 2014-2015, 100% das empresas associadas tinham programas de desenvolvimento de competências – desde treinamentos internos a programas de desenvolvimento educacional nos níveis técnico, de graduação e de pós-graduação. Grande parte das empresas tem ainda programas de avaliação de desempenho e de desenvolvimento de carreira.

Treinamento de colaboradores por cargo em %

Os treinamentos nos anos de 2014 e 2015 foram voltados principalmente para os colaboradores dos níveis operacional e técnico, com 78,4% e 79%, respectivamente.

% da produção de aço bruto das empresas por benefícios

As associadas do Instituto Aço Brasil adotam uma política de cargos e salários e de benefícios comuns à maioria dos mercados – plano de saúde, auxílio-alimentação, previdência privada, participação nos lucros e resultados, auxílio creche, transporte para o trabalho, seguro de vida, entre outros.

Interação com as comunidades do entorno

Em 2014/2015, as empresas responsáveis por 99% da produção de aço bruto apresentaram programas e/ou iniciativas para avaliar os efeitos das suas atividades nas comunidades do entorno, além de alguma política ou procedimento formal especificamente voltado a incentivar a contratação de pessoas das comunidades próximas às áreas onde operam. Em 2014 e 2015, respectivamente, 83% e 81% dos colaboradores eram oriundos de comunidades vizinhas.

Critérios considerados na avaliação de fornecedores

Todas as associadas do Instituto do Aço Brasil estabeleceram políticas para o relacionamento com seus fornecedores que incluem a avaliação do cumprimento a obrigações legais (leis trabalhistas, fiscais, tributárias), contratuais e atenção às questões ligadas à sustentabilidade.

9.0 Informações Corporativas

Informações Corporativas

Instituto Aço Brasil
Av. Rio Branco,108, 29º andar – Centro
Rio de Janeiro – RJ / CEP: 20.040-001
Tel.: (21) 3445-6300
E-mail: acobrasil@acobrasil.org.br
Solicitações de esclarecimentos sobre este relatório deverão ser encaminhadas à Diretoria de Imagem e
Comunicação do Instituto Aço Brasil.

Presidente do Conselho Diretor

Benjamin Baptista Filho (ArcelorMittal Tubarão)
Vice-PresidenteAlexandre Lyra (Vallourec Tubos do Brasil / VSB Tubos do Brasil)

Conselheiros

André Bier Gerdau Johannpeter (Gerdau)

Jefferson de Paula (ArcelorMittal Brasil)
Armin Andreas Wuzella (Villares Metals)Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau)
Carlos Rotella (Votorantim Siderurgia)Luiz Paulo Barreto (CSN)
Clayton Labes (Sinobrás)Rômel Erwin de Souza (Usiminas)
Fladimir Gauto (Gerdau Aços Especiais)Sérgio Leite de Andrade (Usiminas)
Frederico Ayres Lima (Aperam)Walter de Castro Medeiros (ThyssenKrupp CSA)
Gustavo Werneck (Gerdau Aços Longos)

Presidente Executivo
Marco Polo de Mello Lopes

Diretores
Cristina Yuan
Débora Oliveira

Créditos

Agradecimento
O Instituto Aço Brasil agradece a todos os colaboradores de empresas associadas e de outras corporações que contribuíram para a realização deste Relatório, zelando pela qualidade e confiabilidade das informações disponibilizadas.

Coordenação:
Instituto Aço Brasil

Conteúdo:
Equipe técnica do Instituto Aço Brasil

Projeto gráfico:
6D

Redação e revisão:
RPM Comunicação