ArcelorMittal traz ao Brasil a venda customizada
15/08/2019

Valor Econômico
Dentro da estratégia de mudar o foco de atuação no Brasil, a ArcelorMittal trouxe para o país um serviço customizado já adotado na Europa destinado ao setor de construção. A siderúrgica passa a acompanhar o cliente desde o projeto até a finalização da obra. Desde outubro do ano passado a companhia opera o serviço na Europa, chamado de Steligence. Segundo o responsável pela nova divisão, Olivier Vassart, de janeiro a junho deste ano, 8 milhões de metros quadrados já foram construídos de acordo com a metodologia.

"Otimiza a obra e reduz de 15% a 20% o custo do aço e o tempo da construção é bem menor do que o método tradicional. No primeiro semestre, foram vendidos 232 mil toneladas de aço por essa divisão e a nossa meta é dobrar a oferta dessa solução no curto prazo", afirmou, ao Valor, Vassart.

O executivo acrescentou que o volume de consultas para novos projetos tem aumentado. "Falamos a mesma língua dos engenheiros. Não vendemos somente o aço, vendemos um serviço customizado para cada projeto."

O Brasil é a segunda operação da Arcelor a oferecer a solução e, de acordo com o vice-presidente comercial para aços longos, Henrique Morais de Almeida, a companhia testou a receptividade da solução no país no ano passado e foram construídas 12 passarelas em rodovias nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. "Nesses projetos, conseguimos reduzir o tempo da obra em cerca de uma semana. Além disso, o custo da obra foi menor em 20%", disse Almeida.

Segundo ele, a ArcelorMittal tem mais oito projetos desse tipo em cotação e três já foram aprovados. "Faz todo sentido a nova metodologia e por isso acreditamos que a divisão tem potencial grande de crescimento. Mas, é uma fase de transição. Ainda teremos a distribuição, o varejo."

Segundo Vassart, para avaliar o ciclo de vida de um empreendimento, foram desenvolvidos critérios a partir de três perspectivas principais: social, econômica e ambiental. No primeiro âmbito, são considerados critérios de segurança e o bem-estar humano.

Já fatores como custos, velocidade e qualidade da construção entram como prioridades do pilar econômico; na perspectiva ambiental, são priorizadas questões como pegada ecológica, consumo energético e emissões nocivas. "A construção civil é responsável por 40% a 45% das emissões de gases no mundo, por isso, temos que avaliar a questão do meio ambiente na concepção de um empreendimento. Usando o novo conceito, pode-se reduzir o impacto ambiental em 15% a 20%. Temos tecnologia para isso."

No Brasil, a construção civil é o setor que mais consome aço, responsável por 34,1% do consumo aparente (vendas internas, importação de aço mais o aço contido em produtos importados). O segundo lugar fica com a indústria automotiva, com 22,1%. E em terceiro, bens de capital, com 20,9%.

Nos negócios da ArcelorMittal, essa importância é ainda maior, porque dentro do grupo aços longos tem um peso preponderante. Para se ter uma ideia, 50% das vendas de aços longos são para a construção civil. No ano passado, a receita líquida no Brasil foi de R$ 31,2 bilhões e o lucro liquido de R$ 5,1 bilhões. 

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