Mercado projeta crescimento menor da economia brasileira em 2019
11/03/2019

Valor Econômico
SÃO PAULO - (Atualizada às 09h09) A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 mostrou novo recuo, o segundo consecutivo, agora de 2,30% para 2,28% na pesquisa semanal Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Na sondagem anterior, havia caído de 2,48% para 2,30%, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2018.


No sentido inverso, o ponto-médio das estimativas para 2020 teve a quarta elevação consecutiva, agora de 2,70% para 2,80%. Um mês atrás, essa projeção estava em 2,50%.

A mediana das projeções para a economia brasileira neste ano ficou praticamente parada em 3,00% entre o fim de fevereiro e o começo de junho do ano passado, de acordo com o levantamento sistemático do BC. Do fim do primeiro semestre até o fim de fevereiro, a estimativa vinha ficando em torno dos 2,50%.

A economia brasileira cresceu 1,1% em 2018, após evolução de 0,1% no quarto trimestre, frente ao terceiro, feitos os ajustes sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim do mês passado.

A média das estimativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas do Valor Data apontava para um crescimento de 1,2% no ano, com intervalo de alta entre 1,1% e 1,2%. No dia mesmo, algumas casas já começaram a revisar para baixo ou colocar sob revisão seus números para 2019.

Inflação

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2019 subiu, de 3,85% para 3,87%. Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4,00%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial caiu, de 3,86% para 3,85%, em 2019 e manteve-se em 4,00% para 2020.

Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou alta, de 4,04% para 4,05%.

A meta de inflação perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4,00% em 2020 e 3,75% para 2021, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O IBGE divulga o IPCA de fevereiro nesta terça-feira, dia 12.

Taxa de juros

A mediana das estimativas para a taxa básica de juros não sofreu alterações: manteve-se em 6,50% no fim de 2019 e 8,00% no de 2020, tanto entre os economistas em geral quanto entre os campeões de acertos.

Em sua primeira reunião do ano, no começo de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano pela sétima vez seguida, conforme expectativa consensual do mercado. A ata do encontro destaca que os riscos desfavoráveis para a inflação associados às incertezas internas e também ao cenário global seguem sendo mais elevados do que os riscos benignos impostos pela ociosidade na economia.

A próxima reunião do Copom acontece na semana que vem, com anúncio da decisão após o fechamento do pregão da quarta-feira, dia 20.

Dólar

As medianas das estimativas para o dólar no fim de 2019 foram mantidas em R$ 3,70 entre os economistas em geral e R$ 3,80 entre os economistas do Top 5. Para 2020, o ponto-médio das projeções foi mantido em R$ 3,75 entre os economistas do mercado em geral e R$ 3,78 entre os campeões de acertos. 

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