Confiança do consumidor recua em fevereiro, diz FGV
22/02/2019

Valor Econômico
SÃO PAULO - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cedeu 0,5 ponto em fevereiro, para 96,1 pontos, depois de quatro meses de altas quando acumulou um aumento de 13,5 pontos.

Em fevereiro, houve melhora das avaliações sobre o presente e diminuição das expectativas em relação aos próximos meses. O componente Índice de Situação Atual (ISA) manteve a trajetória de alta pelo quarto mês consecutivo ao subir 1,3 ponto, para 78,1 pontos, atingindo o maior nível desde abril de 2015 (78,9), enquanto o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 1,7 ponto, para 109,0 pontos, mantendo-se ainda em um patamar elevado em termos históricos.

Entre os indicadores que medem a satisfação dos consumidores sobre o momento atual, o indicador da situação econômica subiu 1,2 ponto, para 85,4 pontos, maior nível desde dezembro de 2004 (87,2), e o que mede a percepção em relação às finanças familiares aumentou 1,5 ponto, para 71,4 pontos, maior desde maio de 2018 (72,6).

Entre os quesitos que integram o ICC, o indicador que mede o grau de otimismo com a situação financeira das famílias nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o recuo da confiança esse mês ao cair 5,7 pontos, para 105,9 pontos.

O indicador que mede as perspectivas futuras quanto à situação econômica também diminuiu 4,3 pontos, passando de 130,9 pontos para 126,6 pontos. Mesmo com a acomodação das expectativas, os consumidores aumentaram a intenção de compras nos próximos meses. O indicador subiu 5,0 pontos atingindo 92,6 pontos, o maior desde outubro de 2014 (94,9).

Entre as faixas de renda, a maior queda é para as famílias com renda até R$ 2.100,00. O ICC-R1 recuou 6,2 pontos, para 96,9 pontos em fevereiro, por conta do pessimismo em relação às perspectivas com a situação financeira. O resultado, no entanto, mostra consumidores um pouco voláteis nas suas expectativas, já que esse quesito foi o principal fator que influenciou no avanço da confiança para essa faixa de renda em janeiro.

“Após quatro meses de alta, a confiança acomodou em fevereiro influenciada por uma reavaliação das expectativas. As previsões dos consumidores sobre economia e situação financeira das famílias, que atingiram níveis próximos ao máximo da série em janeiro, recuaram, o que parece normal após a onda de otimismo pós período eleitoral. É possível que nos próximos meses, a tendência de altas moderadas do ISA e reavaliação do IE persista levando a uma gradual convergência entre os dois”, diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em comentário no relatório.

A pesquisa coletou informações de 1.967 domicílios entre os dias 1º e 19 de fevereiro. A próxima Sondagem do Consumidor será divulgada em 27 de março. 

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