Focus: Projeção para inflação em 2019 tem 4ª queda seguida
11/02/2019

Valor Econômico
SÃO PAULO - A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2019 teve nova queda, a quarta seguida, agora de 3,94% para 3,87%, segundo a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada.

Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 4,00%.

Já entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial subiu, de 3,83% para 3,88% em 2019 e manteve-se em 4,00% para 2020.

Para os 12 meses seguintes, a pesquisa indicou alta , de 3,99% para 4,00%.

Em janeiro, o IPCA acelerou para 0,32% em relação a dezembro (0,15%), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira.

O resultado ficou ligeiramente abaixo da média das estimativas de 35 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 0,38%, com intervalo de 0,33% a 0,53%. No dia da divulgação do dado de janeiro, Bradesco e Itaú já revisaram para baixo suas projeções para a inflação no ano.

A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4,00% em 2020 e 3,75% para 2021, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de janeiro na próxima sexta, dia 8.

Dólar

A mediana das projeções para o dólar subiu entre os economistas que mais acertam as previsões: de R$ 3,83 para R$ 3,88 no fim deste ano e de R$ 3,78 para R$ 3,97 no próximo.

Entre os economistas em geral, o ponto-médio das apostas permaneceu em R$ 3,70 para o fim de 2019 e R$ 3,75 no encerramento de 2020.

O dólar comercial encerrou a semana passada em R$ 3,7324, com alta de 1,95% no período.

PIB

Já a mediana das projeções do mercado para o crescimento do PIB brasileiro em 2019 permaneceu em 2,50%.

Entre o fim de fevereiro e o começo de junho do ano passado, a mediana das projeções para a economia brasileira neste ano ficou praticamente parada em 3,00%, patamar alcançado no fim de janeiro passado, de acordo com o levantamento sistemático do BC. Desde o fim do primeiro semestre, a estimativa permanece em torno dos 2,50%.

Para 2020, o ponto-médio das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também ficou parado em um crescimento de 2,50% pela segunda semana consecutiva.

Selic

A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2019 também não sofreu alterações: manteve os 6,50% entre os economistas em geral e entre os campeões de acertos.

Para 2020, a taxa permaneceu em 8,00% nos dois grupos.

Em sua primeira reunião do ano, na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros em 6,50% ao ano pela sétima vez seguida, conforme expectativa consensual do mercado, e destacou que os riscos inflacionários arrefeceram desde dezembro.

A taxa Selic está nesse patamar — o menor da história — desde março de 2018.

Em comunicado divulgado no fim da reunião, o colegiado apontou que o cenário externo permanece desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos.

"Por um lado, diminuíram os riscos de curto prazo associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas. Por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração da economia global, em função de diversas incertezas, como as disputas comerciais e o Brexit", afirmou o Copom. 

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