Intenção de consumo tem maior nível em 9 anos
18/01/2019

Valor Econômico
Um ambiente de juros mais baixos, inflação controlada e sinais de melhora no emprego levou a intenção de consumo a atingir em janeiro o nível mais elevado em nove anos, segundo indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 5,1% em janeiro na comparação com dezembro deste ano, para 95,9 pontos. Foi a maior elevação da série histórica do indicador, afirmou Antônio Everton, economista da CNC.

Ele acrescentou, ainda, que as perspectivas para o comércio são mais favoráveis neste ano. Tanto que a entidade revisou para cima a projeção de alta, para 2019, no volume de vendas do varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção, de 5,5% para 5,8%. Em 2017, as vendas do varejo subiram 4%. A projeção é que, em 2018, as vendas do ampliado tenham avançado 4,8%, de acordo com a entidade.

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Na pesquisa, os sete tópicos usados para cálculo do ICF mostraram aumento em todas as comparações. São os casos das altas observadas, em janeiro ante dezembro, de emprego atual (3,1%); perspectiva profissional (5%); renda atual (3,8%); compra a prazo (4,9%); nível de consumo atual (4,4%); perspectiva de consumo (5,8%); e momento para duráveis. Na comparação com janeiro de 2018, houve aumentos de 7,4%; de 12,7%; de 14%; de 13,8%; de 24,6%; de 20,5% e de 15,9%, respectivamente em cada um daqueles segmentos.

"Tivemos um elemento de 'combustão' muito grande para elevar a intenção de consumo que foi o sinal de reativação do mercado de trabalho", disse Everton, da CNC. Na prática, o consumidor percebe maior ritmo de abertura de vagas e eleva perspectiva de consumo para os próximos meses. "Creio que os meses de novembro e de dezembro mostraram um otimismo muito grande quanto ao futuro e uma vontade grande dos consumidores em voltar a comprar nos próximos meses" acrescentou.

O técnico não descartou possibilidade de o ICF volte ao patamar acima de 100 pontos neste ano, mais favorável ao consumo (o indicador vai até 200 pontos). "Estamos com essa expectativa [de retorno aos 100 pontos]. Não sabemos exatamente quando vai acontecer, mas acho que pode ocorrer este ano", disse o economista. "As condições de consumo, neste ano, estão bem melhores [do que as do ano passado]. Os consumidores estão mais confiantes", afirmou. 

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