Gerdau reporta maior lucro desde 2008
08/11/2018

DCI
O câmbio ajudou a impulsionar o balanço da empresa no 3º trimestre; para o futuro, o mercado espera que o setor siderúrgico se beneficie de concessões e privatizações

O câmbio ajudou a impulsionar fortemente o balanço da Gerdau no 3º trimestre. Para o mercado, a expectativa é que tanto o resultado da empresa quanto de outras siderúrgicas se mantenham em trajetória ascendente diante da promessa de concessões pelo governo eleito.

De acordo com balanço da Gerdau divulgado nesta quarta-feira (07), o lucro líquido no 3º trimestre atingiu R$ 790,5 milhões, quase seis vezes maior que em igual período do ano anterior e o melhor desde 2008.

“A empresa reportou um balanço muito bom neste trimestre. A alta do dólar impulsionou principalmente a receita proveniente das suas operações nos EUA e o corte de custos, assim como a venda de ativos, ajudaram a equilibrar o aumento do endividamento por conta do câmbio”, avalia o analista de investimentos da Mirae Asset Corretora, Pedro Galdi.

Ele lembra que as vendas de aço pela companhia, de julho a setembro, tiveram queda de 4,6% sobre igual intervalo de 2017, ao passo que a receita líquida cresceu 35,5% na mesma base. “A empresa vendeu menos, mas o faturamento avançou muito. Isso mostra que a Gerdau conseguiu aplicar reajustes de preços no mercado interno”, destaca Galdi.

As siderúrgicas têm se beneficiado da alta do dólar na medida em que o produto interno fica mais competitivo em relação ao importado, o que permite inclusive reajustes no mercado doméstico.

A empresa informou ter finalizado seu programa de desinvestimentos, que levantou desde 2015 cerca de R$ 7 bilhões. “Concluímos neste mês de novembro a venda de quatro usinas produtoras de vergalhões nos EUA, anunciada no início do ano, o que finaliza nosso ciclo de desinvestimentos”, disse o presidente da companhia, Gustavo Werneck, em comunicado.

Cenário
Nos últimos anos, as siderúrgicas brasileiras amargaram quedas sucessivas da demanda e viram seus balanços deteriorarem. Especialmente a Gerdau sofreu com o derretimento do mercado da construção civil, já que a companhia atua fortemente em aços longos.

No entanto, diante das promessas do governo eleito de Jair Bolsonaro de amplos programas de concessões e privatizações, o mercado espera que o setor apresente crescimento gradual e contínuo. “A Gerdau vem apresentando nos últimos trimestres uma melhora contínua da margem Ebitda e é esperado que essa trajetória se mantenha”, pontua Galdi.

No final de outubro, a Usiminas, que atua no mercado de aços planos, também reportou forte geração de caixa no 3º trimestre, mostrando que o setor siderúrgico vem conseguindo melhorar suas margens neste ano. 

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