Incerteza fez indústria conter investimentos, aponta FGV
14/09/2017

Valor Econômico
A indústria segurou investimentos por incertezas em alta no cenário político e no ambiente econômico no terceiro trimestre, informou ontem a Fundação Getulio Vargas. O indicador de intenção de investimentos da indústria apurado pela FGV caiu 2,8 pontos no terceiro trimestre na comparação com o segundo, para 105,1 pontos

No segundo trimestre, o indicador havia avançado 7,9 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice que sintetiza a Sondagem de Investimentos subiu 14,7 pontos (25,4 pontos no segundo trimestre sobre o mesmo período de 2016). Para o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo, a confiança como um todo do empresariado foi afetada pela crise política. Ao mesmo tempo, o ritmo lento da trajetória de recuperação da economia tem contribuído para reduzir expectativas do setor industrial, com impacto desfavorável em suas decisões de investimento, completou. O especialista não descartou que o índice volte a mostrar aumento no quarto trimestre, impulsionado por sinais de melhora na atividade.

A proporção de empresas prevendo estabilidade dos investimentos, de 62,9%, foi a maior da série, iniciada em 2012. "As expectativas estão muito calibradas para baixo. O setor esperava que a economia fosse acelerar mais", reiterou. Para ele, esse sentimento ajuda as empresas a darem respostas mais negativas quando questionadas sobre decisões futuras.

Os sinais até setembro mostram cenário menos desfavorável em indicadores macroeconômicos como emprego e atividade, diz ele. "Aparentemente, a instabilidade percebida pela economia já passou", comentou. Para Campelo, se o indicador de investimentos fosse mensal e não trimestral, setembro poderia ter taxa positiva. 

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