Desemprego recorde em 25 unidades federativas
19/05/2017

Diário do Comércio
Rio de Janeiro - A taxa de desemprego atingiu patamar recorde em 25 unidades da Federação no primeiro trimestre de 2017, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve forte deterioração em estados de peso, como São Paulo (14,2%) e Rio de Janeiro (14,5%), que tiveram resultados maiores que o da média nacional, de 13,7%. As únicas exceções foram Rondônia (8%) e Tocantins (12,6%), que tinham registrado taxas mais altas em 2016. A taxa mais elevada do primeiro trimestre foi verificada na Bahia, onde alcançou 18,6%.

“No Rio, isso pode ser resultado da finalização das obras que ocorreram para a Olimpíada, e o Estado está passando por uma situação complicada”, lembrou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do referindo-se à crise fiscal. “A gente não pode ser ingênuo de acreditar que ia acontecer tudo o que está acontecendo no Rio e não ia ter reflexo no mercado de trabalho”, completou. A taxa de desemprego no Rio de Janeiro teve aumento de 45% em relação ao primeiro trimestre de 2016. Em São Paulo, o avanço foi de 18,3%.

Se considerados também os subocupados por insuficiência de horas e os inativos que estariam aptos a trabalhar, a conclusão é que faltou trabalho no País para 26,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano.

Em meio à recessão econômica e à deterioração no mercado de trabalho, o tempo de espera por uma vaga também aumentou. Entre os 14,2 milhões de desempregados no País no primeiro trimestre de 2017, 2,9 milhões de pessoas estavam na busca por trabalho havia mais de dois anos.

“Como você tem uma crise, o tempo de espera por uma vaga está aumentando”, explicou Azeredo. “A fila está aumentando, então a permanência nessa fila estará maior”, acrescentou.

O porcentual de desempregados à procura de emprego há mais de dois anos cresceu de 18,2% no primeiro trimestre de 2016 para 20,4% no primeiro trimestre deste ano. O contingente de desocupados que buscavam trabalho há pelo menos um ano ficou em 5,4 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2017.

Nível de ocupação - A população ocupada encolheu em todas as grandes regiões no período de um ano, enquanto o total de desempregados cresceu. O nível da ocupação - que representa a proporção de empregados em relação à população em idade de trabalhar - foi estimado em 53,1% no primeiro trimestre de 2017 para o Brasil, queda 1,7 ponto porcentual frente ao primeiro trimestre de 2016.

O nível de ocupação recuou ao menor patamar da série histórica tanto para os homens (63,2%) quanto para as mulheres (43,8%). “Se o nível de ocupação cai e o desemprego está aumentando, é porque tem gente perdendo emprego mas querendo trabalhar. Essa redução no nível da ocupação é nociva, porque é acompanhada do aumento na desocupação”, apontou Azeredo.

A taxa de desemprego sofreu deterioração ainda maior entre negros e pardos do que entre brancos. Na desagregação por cor ou raça, a taxa de desocupação das pessoas que se declararam de cor preta passou de 14,4% no quarto trimestre de 2016 para 16,9% no primeiro trimestre de 2017; enquanto a taxa entre a população parda saiu de 14,1% para 16% no mesmo período. A população declarada como branca teve taxa de desemprego de 9,5% no quarto trimestre de 2016 e passou a 10,9% no primeiro trimestre deste ano. 

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