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Maquete do Ciclo da Água é atração no Xerimbabo
05/07/2006 | Assessoria de Imprensa Usiminas/Cosipa

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A água que brota na nascente vira córrego e, à medida que recebe água de outros riachos e ribeirões, cresce e fica mais caudalosa, até tornar-se um rio. Cada rio, por sua vez, lança suas águas em um rio maior. Assim é uma bacia hidrográfica. Um conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes.

Esta é a descrição de uma enorme maquete que foi construída para o Projeto Xerimbabo 2006, que tem como tema nesta edição “O Coração da Águas, Minas Gerais” e tem chamado a atenção das crianças que estão visitando a exposição.

Disposta sobre uma área de 100 m2, a maquete apresenta, além dos cursos d'água, réplicas de uma cidade, hidrelétrica, indústrias, aterro sanitário, matas ciliares, vegetação em topo de morros, entre outros elementos. Para a diretora Rosiane Lopes de Miranda, da escola Oficina do Saber, da cidade de Carangola, a 200 quilômetros de Ipatinga, tudo foi muito bem organizado. "A maquete é muito interessante, pois explica muito bem o ciclo da água.

Na escola os alunos têm o aprendizado abstrato e aqui em Ipatinga, no Xerimbabo, eles têm o aprendizado prático. O que nós chamamos de aula prática", conta a diretora.

Frederico Pontes Clemente Breder, de 9 anos, é aluno da escola de Carangola e não vê a hora de contar para seus colegas da cidade de Divino, o que foi visto na exposição. "É a primeira vez que viemos ao Xerimbabo. Eu adorei tudo o que vi até agora, principalmente a maquete. Ela mostra como o rio passa em uma cidade e o trajeto dele", conta.

Ao passar pela área o visitante pode aprender um pouco mais sobre o ciclo da águas observando "nuvens" que fazem chover em uma vegetação montanhosa, demonstrando a importância da manutenção do verde para a continuidade das nascentes. Tudo com o acompanhamento de um monitor que vai explicando. "A quantidade de água existente no planeta não aumenta nem diminui, porém, cada vez mais, a sua qualidade cai e fica mais distante das populações, devido às agressões ao meio ambiente", conta o monitor Aldo Marques Zarlotini, estudante do curso de engenharia ambiental.

As milhares de crianças que visitam o Xerimbabo diariamente, em média 3 mil, oriundas de diversas escolas mineiras, recebem explicações fornecidas pelos monitores do Projeto em cada uma das nove estações-quiosque. O objetivo é fazer o visitante perceber de forma lúdica a base da gestão das águas em todo o Brasil. Os afluentes alimentam e revigoram o rio maior com água limpa ou o degradam ao lançar os poluentes que receberam ao longo de seu curso. Pelo percurso do projeto, também se consegue aprender um pouco mais sobre cada bacia mineira, por meio dos materiais figurativos de cada região. Um exemplo foi a construção de uma parede de pau-a-pique, com as esculturas de duas senhoras, simbolizando as cidades ribeirinhas da Bacia do Jequitinhonha.

A exposição de educação ambiental começou no dia 5 de junho e prossegue até 27 de agosto, na Usipa e Parque Zoobotânico da Usiminas em Ipatinga-MG. A entrada é franca e visitas em grupo devem ser agendadas com antecedência pelo telefone (31) 3822-4018.

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