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Demanda interna por bens industriais sobe 0,1% em maio, diz Ipea

SÃO PAULO - O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais registrou crescimento de 0,1% em maio em relação a abril, com ajuste sazonal. Com o resultado, o trimestre encerrado em maio recuou 0,6% na margem, informou nesta terça-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


O consumo aparente de bens industriais é definido pela produção industrial interna somada às importações e descontadas as exportações. Entre os componentes do consumo aparente, a demanda interna por bens nacionais teve queda de 0,2% em maio em relação ao mês anterior, enquanto as importações de bens industriais registraram alta de 2,9% no mesmo período.

Na comparação interanual, a demanda interna por bens industriais avançou 7,2% contra maio do ano passado, mês em que ocorreu a greve dos caminhoneiros. O resultado igualou o desempenho apresentado pela produção industrial, mensurada pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, o trimestre móvel de maio ficou 1,5% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado.

Na variação acumulada em 12 meses, a demanda interna registrou aumento de 0,9%, enquanto a produção industrial apresentou estabilidade.

Por grandes categorias econômicas, o segmento de bens de capital foi o único a registrar variação positiva, com alta de 3,9% em relação a abril com ajuste sazonal. A demanda interna por bens intermediários ficou estável na margem, enquanto bens de consumo tiveram queda de 3,7%, puxada por bens de consumo semi e não duráveis, com recuo de 4,5% ante abril, na série dessazonalizada, enquanto duráveis tiveram queda de 0,1%.

Na comparação interanual, todas as categorias registraram crescimento em relação a maio de 2018, com destaque para bens de capital (alta de 23,7%). No acumulado do ano, bens de capital acumulam avanço de 6,5%, enquanto intermediários têm queda de 0,2% e consumo avança 1,0%, com alta de 0,1% em duráveis e de 0,9% em semi e não duráveis.

Por classes de produção, na comparação dessazonalizada, a demanda interna por bens da indústria de transformação registrou queda de 0,3% sobre o mês de abril, enquanto a indústria extrativa avançou 30,3%, após queda de 33,1% no mês anterior, ainda sob efeito da tragédia de Brumadinho. Na comparação anual, a extrativa teve queda de 7,3%, enquanto a transformação cresceu 8,1%.

Dos 22 segmentos analisados, nove registraram alta na margem em maio, reduzindo o índice de difusão para 41%, ante 82% de abril. Na comparação interanual, 17 segmentos registraram crescimento em maio ante o mesmo período de 2018.

(Valor)